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Artigo Semanal
 
Previdência incentiva redução de acidentes.

Evaldir Jesus de Morais
 
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MOTORISTA, A MAIOR CAUSA DE ACIDENTES.

Stuttgart (Alemanha) - Dirigir, um ato tão mecânico para a maioria dos motoristas, exige muito mais do que habilidade. Uma pesquisa divulgada pela Mercedes-Benz, na Alemanha, Aponta que mais de 90% dos acidentes são causados por erra humano, seja por cansaço, estresse ou distração.
Você está com pressa, mas os motoristas à frente parecem que não. É o que basta para seu organismo começar a ser afetado de várias maneiras: a pulsação aumenta, as mãos começam a ficar úmidas... alterações físicas que indicam o estresse.
O motorista lida o tempo todo com fontes de estresse: congestionamentos, poluição sonora e do ar, obras nas ruas, semáforos não sincronizados, entre outras. Há ainda os problemas criados pelos outros motoristas: dirigem devagar porque não conhecem a área, utilizam o pisca-alerta com o carro em movimento, confundindo quem segue atrás, utilizam o farol alto, trocam de faixa no trânsito sem aviso...
Se não bastasse, outras fontes de estresse inerentes ao motorista prejudicam a condução: pressa, atraso, impaciência no aguardo do semáforo, discussão com o passageiro e até barulhos dentro do carro. 
Tarefas que tiram a atenção também estressam, como usar o telefone celular, mudar a estação do rádio, fumar ou comer ao volante, dirigir cansado, inexperiência ao lidar com comandos novos, etc.
Os especialistas afirmam que se não há como se livrar desses pequenos e seguidos incidentes do dia-a-dia, mas é preciso saber lidar com eles.
Algumas das recomendações nem sempre são possíveis devido ao baixo poder aquisitivo do brasileiro, como dotar o veículo com equipamentos que minimizem as preocupações. Desde um confortável banco (de preferência com revestimento de couro) com vários ajustes, ao ar-condicionado, que deixa a temperatura mais agradável e o barulho de fora: com isso o motorista fica mais concentrado e tem maior poder de reação ao volante. Os dispositivos de segurança também são essenciais, como freios ABS, controles de tração e de estabilidade, assistente de força de frenagem, etc.
Fadiga - O cansaço é outro vilão, principalmente nas estradas, sendo responsável por 25% dos acidentes, estimam os especialistas. Uma noite mal dormida deixa o motorista sonolento no dia seguinte, reduz sua agilidade e piora sua tenção. Os primeiros sintomas são bocejos, pálpebras pesadas e olhos cansados. Em casos mais extremos de fadiga, motoristas têm dificuldade de se manter em linha reta na estrada, mãos e nuca suam e pode até tremer o corpo.


OS SEIS TIPOS DE MOTORISTAS

Estudos identificaram seis tipos de motoristas em termos de estilo e atitude 

- Piloto: geralmente jovem do sexo masculino, gosta de correr riscos e satisfazer o ego se reflete no jeito de dirigir.
- Frustado: geralmente homem mais velho, dirige um carro menos potente e mais prático por razões familiares ou financeiras, mas inveja o "piloto"
- Nervoso: não dirige com freqüência e sua insegurança e estilo imprevisível podem provocar acidentes.
- Funcionalista: considera o carro um meio de transporte e tem atitudes neutras em relação aos outros motoristas.
- Descontraído: gosta de dirigir e sem correr riscos. Tem um estilo sossegado ao volante.
- Cuidadoso: similar ao "descontraído", mas não está inteiramente livre da ansiedade. Determinado a curtir o prazer de dirigir, faz questão de observar todas as informações de segurança e normas do trânsito.

Fonte: Mercedes-Benz

OS SEIS PRINCIPAIS ERROS EM ACIDENTES NAS ESTRADAS

- Dirigir em velocidade não Propriada - 19%
- Ignorar a sinalização da estrada - 14% 
- Manter distância insuficiente do carro da frente - 12%
- Fazer conversão proibida - 8%
- Dirigir de forma irregular na rodovia - 7%
- Dirigir sob efeito de álcool - 5% 

Fonte: Statistisches Bundesamt / Mercedes-Benz
ArtEstado/Roberta Zawit