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Evaldir Jesus de Morais
 
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DOR DE CABEÇA - Um mal que deve ser investigado

A dor varia desde os olhos até o final da implantação do cabelo na região da nuca

É sábio que milhares de brasileiros e pessoas do mundo todo sentem dores de cabeça e esta é a queixa mais freqüente nos consultórios médicos. O número impressionante de vítimas desse mal pode ser explicado, em parte, pelas várias causas que costumam desencadear as crises de dor.
Dor de cabeça ou cefaléia? Ambos termos têm o mesmo significado. Cerca de 90% da população teve ou vai ter algum tipo de cefaléia com certa regularidade. Segundo médico neurologista José Geraldo Speciali, autor do livro “Entendendo a Enxaqueca” publicado no ano passado pela FUNPEC – Editora. ‘é muito freqüente o paciente relacionar o parecimento de cefaléia com algo diferente que tenha ocorrido em seu dia. É necessário que os médicos estejam atentos para este fato” afirma Speciali.
Dentre os tipos mais conhecidos de cefaléia, sem dúvidas a bebida alcoólica é a que provoca a cefaléia da ressaca. Outras mais citadas são as cefaléias do uso crônico de substância ou de sua supressão súbita (cefaléia da abstinência), do hot dog, do restaurante chinês, do sorvete....São várias formas de cefaléias, mas a mais preocupante sob o ponto de vista médico é a do uso diário de analgésicos. “Os pacientes relatam que ao tomar um analgésico, a dor de cabeça passam e adiam a investigação da origem. Os analgésicos também aliviam dores de dente, mas após o seu efeito se o canal não foi tratado a dor volta” alerta o especialista. O médico neurologista é o mais indicado para orientar os portadores do mal. Tensões provocadas pelo estresse, deficiências visuais não corrigidas, problemas de má-postura ao andar, sentar e mesmo dormir, gripe, viroses, aumento da pressão arterial, noite mal dormida, jejum prolongado, distúrbios digestivos, vasculares e hormonais, sunusites, e, nos casos extremos, meningite e tumores – todos esses fatores também podem causar dor de cabeça. Daí a importância de fazer exames adequados para descobrir e tratar a verdadeira origem do problema.

Enxaqueca tem tratamento?

Nos últimos anos houve um progresso enorme na compreensão da enxaqueca. Basta dizer que, até 10 ou 15 anos atrás, não havia aulas de ‘dor de cabeça’ nas Faculdades de Medicina. Hoje se sabe que a enxaqueca é uma doença neurológica e a maioria dos neurologistas conhecem bem o problema. O tratamento da enxaqueca pode ser feito de duas maneiras: Tratamento profilático e tratamento da crise (consulte o especialista).


FATORES NA ALIMENTAÇÃO

Determinados alimentos possuem substâncias que agem dilatando ou contraindo os vasos sangüíneos e por isso podem ser os responsáveis por certos tipos de dor de cabeça.
Segundo o capítulo 10 do livro do médico José Geraldo Speciali, os desencadeantes da enxaqueca mais citados pelos pacientes são:

- Tomate, chocolate, queijos, amendoim ou outros tipos de castanhas
- Frutas tais como: Figo, uva passa, mamão, abacate, banana, limão, abacaxi, laranja e outras frutas ácidas.
- Frituras em óleo usado muitas vezes em coxinha, pastel, batata, mandioca
- Embutidos: Presunto, salsicha, salame, copa, patês, enlatados em geral.
- Bebidas tais como: Alcoólicas, principalmente vinho tinto, coca-cola e chá em excesso. (mate ou preto).
- Medicamentos: abuso de analgésicos
- Condimentos

Uma matéria como esta pode ser direcionada para vários esclarecimentos. Segundo o neurologista José Geraldo Speciali, o conceito médico sobre os objetivos de um tratamento para a enxaqueca sofreu profundas modificações nos últimos anos.