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Artigos
ACIDENTES DE TRABALHO CUSTARAM R$32 BILHÕES
Cálculo é só para o ano passado; governo estuda como incentivar
prevenção nas empresas.
Doenças e acidentes de trabalho causaram prejuízo de pelo menos R$32
bilhões ao País em 2003. A estimativa é do Ministério da Previdência,
que desembolsou R$8,2 bilhões apenas em aposentadorias especiais e
benefícios a vítimas de acidentes. O calculo leva em conta despesas com
o sistema de saúde, requalificação profissional, perdas de arrecadação e
outros gastos assistenciais.
Hoje, no Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, o Conselho
Nacional de Previdência Social deve votar resolução que abre caminho
para concessão de incentivos tributários ás empresas que investem em
prevenção.
Em 2002, morreram no Brasil 2.898 trabalhadores em decorrência da
atividade profissional, número ligeiramente maior do que o ano anterior
(2.753), mas inferior aos registros anuais do período 1994-2000. Segundo
a Organização Internacional do Trabalho (OIT), 2 milhões de pessoas
morrem por ano em acidentes e doenças relacionados ao trabalho.
O problema das estatísticas no Brasil é que levam em conta apenas o
mercado formal, ou seja, os 22 milhões de trabalhadores com carteira
assinada. Ficam de foram os 43 milhões de não-contribuintes da
Previdência -de empresários e servidores públicos a quem atua na
economia informal. Por isso, a OIT e o governo estimam que o número real
de casos seja, no mínimo , o dobro do registrado.
A bancária Conceição de Maria Costa, de 35 anos, está afastada do
emprego desde 2000, após desenvolver Ler/Dort, a sigla para lesões por
esforço repetitivo. Ela diz que a agência onde trabalhou como caixa por
nove anos não tinha mobília adequada nem permitia interrupções no
serviço. Nos momentos de crise, não tem força nem para segurar um copo.
“Já passei muita vergonha e hoje só uso copos descartáveis em casa.” |